terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A pergunta era...

..."Como são os vossos sonhos para o vosso bebé?" A resposta foi:

Resumir os meus sonhos para a Mariana é, por paradoxal que possa parecer, fácil… Numa palavra, apenas: ”fzinhac”. Ou seja, não sei. Atenção… não que não tenha ideias, desejos, rumos idealizados para ela. Mas, sinto que o futuro dela será aquilo que ela quiser, aquilo que ela sonhar e, porque não, aquilo que ela conseguir. Sempre com o máximo apoio daqueles que lhe querem bem… Daqueles que querem que “fzinhac” signifique uma conjugação de coisas doces e bonitas e que confiam, desde o primeiro instante, naquilo que a Mariana desejará, sonhará e conseguirá para o seu futuro.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Se me dizes que és do Benfica... Arranjas uma chatice!

Há uns tempos, neste mesmo pasquim cibernético, partilhei com vossemecês as minhas dúvidas quanto às minhas capacidades para converter uma princesa à causa da Académica... Como uma tatuagem me pareceu altamente abusiva, atendendo às duas semanas da Mariana, socorri-me de uma das maiores invenções da Humanidade: o merchandising desportivo...

O maior espectáculo do mundo!

Sempre achei que o futebol é o maior espectáculo do mundo. Sempre me irritou que os admiradores do circo procurassem usurpar esse título que, inequivocamente, na minha visão, pertence ao desporto-rei. É verdade que o meu fascínio pelo circo, pelo menos com o ideal primário de circo com que somos confrontados, durou não mais que um par de anos, ainda na louca década de oitenta. Mas, fundamentalmente, entendo que o futebol possui características que o tornam único. A emoção, a forma como as pessoas se despersonalizam na sua presença, como se conectam a uma certa irracionalidade, é um bom exemplo disso e que, pela sua intensidade e carácter popular*, o distinguem de outras modalidades. No entanto, observar com atenção um jogo do Sporting de fio a pavio, faz-me desejar uma aparição televisiva do azeiteiro do Vítor Hugo Cardinali, dos “seus” leões e do seu chicote e temer o próximo jogo de senhores que equipem de verde orientados por treinadores de saldo.

* Que muitas mentes iluminadas, carregadas de um preconceito elitista pacóvio, confundem com popularucho e, por conseguinte, pouco digno da sua atenção.

Um país politraumarizado?

É impressão minha ou o País pode não sobreviver ao politraumatismo que se avizinha?... É que são tantas, e de vária ordem, as causas fracturantes que o poderão acometer nos próximos tempos que temo pela sua integridade física… Será que já não há respeito pelos mais fracos?...*


* Obviamente que este post é uma tentativa fraquinha de gerir com humor a conjuntura política actual do nosso cantinho português. No entanto, se quisesse falar mais a sério, apetecer-me-ia discorrer sobre a forma como os últimos tempos têm demonstrado, cabalmente, a qualidade dos actores políticos portugueses. O facto de na conjuntura sócio-económica corrente, tão dolorosa a tantos portugueses, os partidos se envolverem em tantas querelas que canibalizam o ideal democrático, explorando e, até, reanimando um número de causas fracturantes inversamente proporcional ao número de neurónios que habitam no cérebro do Fábio Coentrão, torna evidente uma inversão perversa de prioridades. Que já não surpreende, nem chateia, nem incomoda ninguém. E é nesta indiferença (cada vez mais) instalada, neste distanciamento que reside o principal perigo para o nosso edifício social… E a pergunta que me invade é esta, qual bota-de-elástico saudoso dos tempos idos, onde é que isto vai parar, meus senhores? Onde é que isto vai parar?... E tenho medo da resposta.

Diz que é uma espécie de deputado... Carlos Peixoto

Seguindo a lógica de pensamento (utilizando uma figura de estilo, a hipérbole, na caracterização da actividade mental do visado) de Carlos Peixoto, ilustre deputado do PSD, sobre o casamento homossexual, apetece partilhar das suas inquietações morais. É que qualquer dia, nestes tempos de desventura moral, isto chega a um ponto tal em que a lei permite coisas tão improváveis como o enlace matrimonial entre pessoas “normais” e seres chamados Carlos Peixoto que assentem o traseiro no parlamento português na bancada do PSD…

* O que será que Maria José Nogueira Pinto, colega de bancada** parlamentar do Carlos Peixoto, terá a dizer sobre as declarações do seu colega de partido?...

** Nunca tinha pensado o quão adequada é a palavra bancada***, quando aplicada ao local onde se posicionam os deputados.

*** Bancada: s. f. Conjunto de pessoas que se sentam numa bancada... (E que não se sentem na obrigação de fazer muito mais do que isso).

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Enviesamento parental

Bem sei que os "manuais de instruções"* dos bebés referem que o sorriso surge muito mais tarde do que os onze dias da Mariana... No entanto, eu sublinho que a Mariana emite rasgados sorrisos** várias vezes aos dia, que em muito contentam os seus progenitores! Tenho dito.

* Livros escritos por pediatras que abundam nas livrarias.
** Na verdade, são esgares que surgem, por exemplo, quando ela liberta um ou outro gás. O chamado "punzinho"... Mas é muito mais giro pensar que ela está a sorrir para aqueles que lhe querem bem.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Dão-se alvíssaras...

... a quem me ajudar a tirar esta música irritante da cabeça. De manhã à noite dou por mim a trautear que "no Pingo Doce é bem melhor" e que é tudo "mais fresquinho" ou lá o que é! E, quiçá de forma paradoxal, tenho vontade de gastar dinheiro em todas as grandes superfícies, menos no Pingo Doce (sou só eu que sempre achou o nome estúpido?...). Comparável, na escala de lapa mental, só o jingle do mítico Supermercado Guarita *...




* Supermercado terceirense com um anúncio radiofónico único... Os seguidores da Terceira percebem o que digo até porque, mal leram Guarita, lhes começou, de forma imediata e incontrolável, a martelar nas mentes as palavras sussurradas "qualidade", "economia", "GUARITAAAA".

sábado, 12 de dezembro de 2009

Prémio Nobel

Pensará o atento leitor que, atendendo à atribuição recente dos Prémios Nobel, o título do presente post preconiza uma aturada análise crítica da justeza da consagração de Barack Obama como Prémio Nobel da Paz, com intrincados raciocínios geo-políticos alicerçados numa opinião pessoal e fundamentada... Se assim é, devo referir que, antes de mais, padece de um qualquer distúrbio que o leva a sobrevalorizar as capacidades deste escriba, que, em segundo lugar, concerteza, não leu a maior colecção de futilidades e disparates constantes na Internet da autoria do mesmo (constantes em http://www.geometriasvariaveis.blogspot.com/...) e que, por fim, efectivamente, o post é sobre este senhor...




Presumo que ninguém saiba quem é este senhor de aspecto simpático... Chama-se Mário Cordeiro e no seu cartão de visita deverá constar a palavra "Pediatra". Mais do que isso, é autor de uma bíblia nacional para seres humanos que experimentaram/experimentarão as delícias/sevícias resultantes do nascimento de uma pequena máquina de cólicas, choros e sons corporais acabados em "inho" que, comummente, se designa como "bebé".

Efectivamente, o Grande Livro do Bebé, ao contrário do que é habitual nas publicações que ostentam títulos com a palavra "grande", não padece de um distúrbio narcísico... É mesmo "grande" em todos os sentidos... E uma ajuda enorme quando os novéis pais padecem de pequeninos surtos do foro obsessivo-compulsivo...

Por tudo isto, a atribuição do Prémio Nobel ao Obama é de somenos importância. Relevante, e verdadeiramente justo, é exigir a atribuição do Prémio Nobel da Paz 2010 ao profeta Mário Cordeiro, pela forma como o seu livro pacifica os anseios, o sentimento de impotência e tumultos interiores de jovens pais (quasi e por vezes) à beira do desespero!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Inimigo número 1

Três dias de paternidade permitiram-me identificar a minha próxima arqui-inimiga*... A Temível Cólica Intestinal em Bébés. Essa entidade responsável por choros, aparentemente, incompreensíveis que induzem um aumento dos níveis de impotência parental até aos píncaros do desespero. Mas prepara-te Temível Cólica Intestinal em Bébés. Nós estamos a começar a aprender as tuas manhas e iremos neutralizar o teu efeito dentro de pouco, pouco tempo. Be afraid!

* Termo que me remete para os livros da Disney em que havia arqui-inimigos a rodos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A teoria da relatividade das coisas by psilipe

Nasceu a Mariana... Veio antes do tempo mas no momento que lhe pareceu melhor, no momento em que achou que era altura de melhorar o nosso mundo. E acertou os seus intentos... E é impressionante como três quilos cento e noventa gramas de Mariana nos ensinam, instantaneamente, que tudo aquilo que nos aconteceu, que nos apoquentou, que nos inquietou, que nos fez rir, que nos fez chorar, que nos fez perder o sono, tem um valor muito, muito relativo... Tem o valor que tem... E que tudo isso somado não chega aos calcanhares da princesa que está aqui abaixo...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Global...

Bem sei que é ruim (ora aí está mais uma palavra que aprecio) arrancar gargalhadas dos males de outros seres humanos... No entanto, sei que é uma obrigação, nos dias de hoje, afrontar o fenómeno da globalização, apredendo a lidar com todas as suas inerências. Por isso, aqui fica este vídeo que é "global"mente engraçado...

Nó cego...

Foto captada no Expresso das Ilhas numa viagem Terceira-Faial, em 2007.


...ou como é bom conseguir desatá-lo(s)!

Run for your life!



Fujam, fujam dos velhos do Restelo*, das pessoas que nos incutem pessimismo e descrença... Ou, pelo menos, fujam das sensações que nos despertam, uma vez que nem sempre é possível criar, e manter, a "distância de segurança" ideal e protectora. E a melhor maneira de o fazer é ter bem presente a amargura que nos fica quando não evitamos/evitávamos assumir esse papel (demasiado) secundário.

* Como seria bom que estes "velhos do Restelo" só existissem nesta caricatura genial dos Muppets, do malogrado Jim Henson**.

** Que, por sinal, é uma das personalidades que eu mais gostava de ter conhecido.