domingo, 10 de abril de 2011

Excelente texto que vale a pena partilhar...

Tenho uma dificuldade visceral em lidar com a vertigem do tempo dos dias de hoje. Irrita-me a legitimação do imediatismo e a falência da(s) memória(s). Na edição de Março da revista LER, encontrei um texto, do escritor João Tordo, que traduz muito daquilo que sinto... Aqui fica, com a devida vénia, uma das frases do mesmo:

"Fazemos tudo demasiado depressa e vamo-nos esquecendo, a caminho de parte incerta, de ir saboreando esse legado: consumimos demasiado, a cultura transformou-se em produto, o produto perdeu qualidade, o nosso palato também. Em tempos difíceis não convém parar, convém perceber que aquilo que deixamos na nossa esteira - os artefactos que constituem a nossa vida e memória - é para ser apreciado à velocidade dos homens, que é menos intensa do que a luz, mas certamente mais bela".

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