segunda-feira, 31 de outubro de 2011

domingo, 30 de outubro de 2011

E o último que feche a porta e apague a luz?

Tenho saudades da Sardegna...


O sardo (dialecto em que o Coro Ortobene canta) é, foneticamente, lindo.

Resmas, paletes de vestígios egípcios na Terceira... será?...

Deambulando pela Internet, em busca de mais informações sobre as (pseudo)relações da Ilha Terceira com o Antigo Egipto, dei com um site relacionado com o Antigo Egipto, onde constato esta pérola... Reconhecem o nome?... 

Agora a sério, até porque não quero ficar conhecido como o arqui-inimigo de Fernanda Durão*, se a senhora descobriu tantos vestígios da sua teoria, porque não mostrá-los?... E, já agora, esclarece-se que a senhora em questão é jornalista, não sendo uma supra-sumo da ciência arquelógica e/ou antropológica como alguns terceirenses gostam de defender, desejosos de um argumento para engrandecer a ilha, como se tal fosse preciso...



* Muito embora esta história já me tenha valido ser abordado na rua... E sai uma saudação para o amigo DePadua!

sábado, 29 de outubro de 2011

Terceira: a Ilha do Ovo Cósmico - take 5

Aqueles que têm a triste sorte, ou que cumprem uma qualquer penitência, de acompanhar o meu pasquim informático há algum tempo, recordar-se-ão da saga de Fernanda Durão e da sua convicção inabalável de que a Terceira seria, na verdade, um território lendário para os Antigos Egípcios (a ilha do Ovo Cósmico), que a teriam ocupado muito tempo antes da chegada dos descobridores portugueses. Para tal, e usando ferramentas cientificamente inquestionáveis (o Google Earth, um livro sobre o Antigo Egipto e um quarto de hora...), congregou uma série de provas inabaláveis, na sua visão... Tais factos foram, na altura, descritos aqui, num dos posts emblemáticos do Geometrias Variáveis.

A dada altura, tendo conhecimento de miúdos e toxicodependentes aliciados por uma senhora de Lisboa para trabalharem numa gruta, percebi que alguém tinha passado à acção e iniciado a busca de uma pirâmide egípcia soterrada, numa das freguesias da Ilha Terceira. Quem seria?...

Hoje, na primeira página do Diário Insular (periódico terceirense) percebe-se que Fernanda Durão continua o seu labor, numa iniciativa que, pela forma ilegal e pouco cuidada como está a ser realizada, coloca em risco as vidas dos arqueólogos instantâneos que nela trabalham...


É só a mim que me ocorrem as palavras "internamento compulsivo"?...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Uma via verde para a catarse...


Corriam os loucos anos nineties e, eis senão quando, psilipe, nas suas deambulações interiores da aborrecência (termo excelente aprendido com a querida R.), descobriu este álbum, Só, do Jorge Palma. E, desde aí, sem que, hoje, perceba muito bem porquê, esta música continua a ter um papel absolutamente catártico... Dois versos que gosto particularmente:

Fiz a cama na encruzilhada,
e chamei casa a esse lugar...

E o pensamento do dia é...

Puta que pariu, tenho limites.

Se gostam de psilipe...

... queiram fazer a seguinte promessa. Agradece-se que a repitam em voz alta, para facilitar a sua memorização...

Se o dia em que psilipe ocupar um qualquer cargo político na área da Política Social chegar, irei pegar num qualquer objecto afiado e espetá-lo aqui (psilipe está a apontar para a sua jugular)... Se tal acontecer, é um sinal inequívoco de que psilipe está em sofrimento e agradece que o mesmo seja terminado o quanto antes.

A gerência agradece.

As fofinhas poltronas do quotidiano...

E o que custa, para uns quantos seres humanos, passar a repousar os seus digníssimos traseiros em assentos mais desconfortáveis? E quando as fofinhas poltronas estão, estrategicamente, colocadas de forma a que se consiga estar entre os pingos de chuva, mesmo nas alturas de tempestade?

Competência a valorizar, num exercício de inteligência social?... Característica a lamentar, pela forma como conduz a uma vitória triunfal do individualismo sobre a partilha e comunhão?... Aceitam-se achegas para que psilipe possa configurar o seu GPS interior. Que bem precisa.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

Que grande foca...

Agradece-se, de uma forma incomensurável, que não se apresentem fotografias, imagens ou, em última análise, um exemplar vivo de uma foca à Mariana, em público.

Digamos que ela, no seu processo de aprendizagem das vocalizações, tende a trocar uma das letras da palavra "foca" por um "d". Não, não lhe sai "doca".

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Revista de imprensa...

Os senhores do Diário Insular, diário local da Ilha Terceira, acharam piada ao texto que publiquei há uns dias e colocaram-no no jornal de hoje... Foi giro. Mas bem irónico foi o facto de o mesmo ter saído, lado a lado, com um dos arautos da social democracia regional a procurar eternizar as querelas estéreis político-partidárias entre PS e PSD, num texto desprovido de qualquer teor construtivo... Diria mesmo, a expressão de uma fina ironia...



PS: a gerência agradece ao sr. O.D. a sua password para acesso à versão online do jornal... Eu e mais uns quantos! ;)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Um record....

...o número de vezes que fiquei doente este ano. Quer-me parecer que estou a começar a aquecer para acrescentar um ponto ao record anterior. Quando a cabeça não tem juízo,...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sim, os nossos rebentos também adoecem...

Quando as coisas das quais gostamos, que damos como adquiridas, onde nos projectamos apresentam enfermidades, chegamos ao território da ansiedade, do receio pelo futuro mais próximo e do temor da perda.

O nosso rebento mais recente, nos últimos dias, começou a apresentar uns sintomas estranhos que nos preocuparam, especialmente porque, há uma semanas, já tinha estado uma semana de molho a recuperar de um problema na coluna*. Uns estalidos quando mudava de direcção, um mal-estar em movimentos que, anteriormente, fazia sem problema nenhum e aí vai um progenitor aflito para junto dos especialistas que dominam as formas de recuperação destas maleitas. É uma sensação estranha quando nos separamos para que possam realizar um primeiro diagnóstico, enquanto assinamos o papel na recepção. O que poderá acontecer? Um problema sério que leve a mais um período de inactividade? Uma questão simples que apenas precise de um "aperto"?

Passavam os segundos e nada... A ansiedade acumulava-se, enquanto os especialistas passavam e outras pessoas, preocupadas como eu, caminhavam em círculo ostentando um ar carregado e preocupado, em simultâneo à chegada de novas pessoas com problemas para resolver, debitando queixas e dados pessoais na recepção.

Quinze minutos, meia hora... Finalmente, novidades! O MiTo está bom, outra vez. Bastou um aperto num tensor da coluna de direcção... Que alívio!



* Da direcção...

sábado, 15 de outubro de 2011

15 de Outubro: o dia da Amputação?...

O ano de 2011 fez-me chegar às três dezenas de anos. Sou casado e tenho uma filha de 22 meses. A única dívida que temos, cá em casa, corresponde a uma prestação mensal inferior a 8 por cento do nosso rendimento médio, uma vez que sempre fugimos ao crédito fácil, mesmo nas alturas iniciais (apertadas) da nossa saga terceirense.

O único verdadeiro luxo que cometemos, nos últimos tempos, foi a compra de um carro novo (o nosso MíTico carro!), sobre o qual conseguimos não pagar qualquer prestação mensal e que correspondia a um sonho antigo nosso. Viajamos quando podemos, comparamos preços no supermercado, aceleramos menos para poupar gasóleo (ok... mais a patroa, esta parte), apagamos luzes desnecessárias em casa, ensinamos hábitos de poupança à miúda, tentamos poupar todos os meses para uma qualquer eventualidade e resistimos a gastos apetecíveis, mesmo quando a conta bancária o permitiria.

A vontade de procurar um futuro comum que permitisse constituir uma família, difícil de vislumbrar em Coimbra, levou-nos a sair da terra que amamos para uma terra distante e desconhecida, que apropriámos como nossa, mas que, pela inexorável insularidade, nos obriga a inúmeros sacrifícios pessoais, académicos e profissionais, numa opção de vida que poucos aceitam assumir por medo ou simples comodismo. Temos procurado aproveitar as hipóteses de trabalho que nos surgem e procurado aproveitar outras formas de rendimento mensal que conseguimos capitalizar.

Consigo afirmar, com um grau considerável de certeza, que não cometemos, no passado ou no presente, nenhum dos pecados que levaram a todo este cenário galopante de caos económico-financeiro e de convulsão social, quer na nossa relação com o dinheiro, quer com a sociedade, quer com o trabalho. Contribuímos para o índice de natalidade e, mais importante que isso, para o índice de felicidade do país ao enriquecê-lo com a Mariana. É pacífico para mim que contribuímos para que a economia nacional evoluísse e para que a nossa jovem democracia se consolidasse.

Leio os jornais de hoje e acompanho o movimento dos indignados e, constatando as imagens das manifestações no dia de hoje, percebo que é suposto que, enquanto jovem adulto, pai de uma bebé, me sinta indignado, enfurecido contra tudo e todos. Não me sinto. Sinto-me amorfo, sinto-me preocupado, sinto-me, mais do que indignado, amputado. Amputado de uma perspectiva de futuro sólida, amputado do sentido de esperança nesta coisa chamada Portugal, amputado de um sentimento de doce tranquilidade ao contemplar o futuro e o crescimento da Mariana. Amputado de uma perspectiva agradável do presente e do futuro para a qual fiz a minha parte e que é posta em causa pela voracidade daquilo que se anuncia publicamente (com rostos fechados e soturnos que mimetizem um dos patrimónios nacionais, a culpa, tão socialmente aceite), pelos buracos que se descobrem, pelas coisas que “afinal” existem no emaranhado das contas de um país gerido como uma mercearia de bairro.

Fiz, temos feito a nossa parte. O que não me, nos impede de nos vermos ancorados a um presente e futuro dependente de decisões draconianas que alimentam uma austeridade autofágica em quem ninguém acredita, que cada vez menos é contemplada como uma solução, cada vez mais vista como um mero paliativo para um enfermo sofredor e terminal.

Para quê? Porquê? Who knows?...

É oficial...

... não percebo um caralho deste país.

Uma das melhores sensações do mundo...

...é quando ficamos contentes pela felicidade das pessoas de quem gostamos muito. psilipe passou por isso há uns minutos e gosta, mesmo, disso.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Com o novo Orçamento de Estado...

... será que os jogos de futebol, enquanto actividade privada, terão que passar a ter cento e vinte minutos, no lugar dos tradicionais noventa? Mal por mal, ora aí estaria a única coisa boa daquilo que ouvi hoje nas notícias.

O país e o mundo no Correio da Manhã...

Um dos meus guilty pleasures é, de quando em vez, navegar no site do Correio da Manhã e avaliar os afamados critérios editoriais do periódico... Hoje encontrei esta pérola. O que será mais relevante para a ordem mundial: o defecador em série, o vibrador assassino ou o animal com problemas de identidade? Cristo...

domingo, 9 de outubro de 2011

Mais uma Segunda-Feira...

Mais uma semana em que a vida de psilipe se converte numa gigantesca sala de espera. Daquelas em que não há senha, nem perspectiva temporal de resolvermos as questões que nos afligem.

O último acto do circo madeirense de hoje...

E, quando parecia que não podia piorar, eis que surge José Manuel Coelho, a encerrar com chave de ouro (ou de bolo de caco) o circo madeirense de hoje... A frase é retirada do Ionline de hoje e fazendo fé no seu conteúdo, passaremos a ver Coelho a conduzir a sua Toyota Hiace com uma imaculada veste branca e menos alimentadito do que tem andado... Aqui fica...


 "José Manuel Coelho garantiu que se o PSD nacional e regional "quiserem impor o plano de resgate", o PTP vai opor-se e vai "apelar ao povo para fazer desobediência civil como o Ghandi fez na Índia."



=



Paga, psilipe...

Ver as imagens da festa do PSD-AJJ nas ruas do Funchal passou a custar-me ainda mais quando me lembrei que, provavelmente, uma parte da mesma é paga por mim.

Separados à nascença?

Sou só eu que acho que o jornalista João Gobern é o "long lost brother" da artista plástica Joana Vasconcelos?..

Um tour gratuito a Ouadagoudou by AJJ

psilipe nunca tinha ido a África. Até hoje. E tem que agradecer não à Interpass (a quem agradeço que deixem de me ligar para oferecer prémios), mas a Alberto João Jardim.

A conferência de imprensa de vitória (?) de Alberto João Jardim pela forma como decorreu, pela forma como foi um exemplo paradigmático do calibre político e humano da pessoa em questão permitiu-me um tour gratuito pelo Burkina Faso.

Como é bela África, a Mãe África, como diria Carlos Pinto Coelho. Ou, como diria o meu cicerone da minha viagem ao Burkina Faso, esta África é "very nice". Ou então, não.

O novo logótipo da Comissão Nacional de Eleições...

Enquanto decorre mais um dia "normal" de eleições na Madeira, em que se transportam votantes em carros do Estado e se oferecem licores nas assembleias de voto, aqui fica a sugestão para o novo logótipo da Comissão Nacional de Eleições...

  CNE: Connosco Nada está Errado...

sábado, 8 de outubro de 2011

Os contras de viver na Terceira...

Retomando uma velha saga do GV, em que este vosso escriba, quiçá procurando resolver o seu conflito interior de deslocado açoriano, procura discorrer sobre os prós e contras da sua estadia na Ilha de Jesus, aqui fica o relato de mais um contra...

Enquanto aguarda pela chegada das suas pérolas de territórios continentais, e atendendo ao estado menos agradável da cozinha do seu castelo e à falta de vontade para tarefas domésticas ao Sábado de manhã, psilipe decide lançar âncora numa esplanada para almoçar e ler o jornal* do dia. A esplanada encontra-se com facilidade, a refeição é tomada, junto com o jornal i de Quinta-Feira... Sim, por estes dias o jornal dia consegue ser obtido numa altura em que o dia seguinte já está em exercícios de aquecimento, em resposta ao declínio da jornada do dia em questão. Caraças, nem o jornal de Sexta?!...

* Sim, um dos prazeres de psilipe é ler enquanto toma refeições, o que o leva a conflitos, interiores e/ou exteriores, quando os repastos são partilhados com outros.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Presumo que não seja para leccionar Alemão...

Professor precisa-se, mas cigano - Sociedade - Sol

Como é bonito o amor fraternal...


Comentário* no Youtube, num vídeo do Noddy.

* Sendo que o pior, ou não, que apanhei até hoje foi, mais ou menos, este: "o Ruca... um puto tão novo e já com cancro". Perdoai-me.

Sim... psilipe também sente saudades.

Importam-se de repetir?...

Em Julho, numa sessão ordinária da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, o Vice-Presidente do Governo Regional, num aparte, referiu que "não falava com deficientes", enquanto se dirigia à bancada do PSD açoriano... Na passada semana, o Secretário Regional da Presidência, igualmente num aparte, referiu que o PSD Açores é "amigo dos nazis".

Primeiro ponto: a ser verdade, a probabilidade de o presidente do PSD Açores poder ser um alemão com deficiências evidentes aumenta exponencialmente... a morena Berta Cabral que se cuide.

Segundo ponto: é nestas alturas que fico contente que muito do que se passa nos Açores não chega aos restantes compatriotas. Sempre se poupam umas vergonhas.

Terceiro ponto: numa altura em que os Açores se esforçam por proceder a uma inteligente, e esperamos que justa, demarcação da Madeira e dos apaniguados de Jardim, estas alminhas atingem níveis altíssimos de ridículo e expõem-nos a estas vergonhas. Vá lá, pelo menos (ainda) não se deixaram fotografar em trajes menores.

Quarto ponto: são estas alminhas penadas da democracia que decidem o futuro da Mariana?... Cristo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

E puff...

... num instantinho, numa pisquinha de tempo conseguiram terminar com uma ambivalência interna que durava há meses. Gracias (ou não).

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A campanha eleitoral na Madeira: um dia esquisito...

Hoje foi mais um dia em que a campanha eleitoral na Madeira foi, amplamente, difundida na comunicação social nacional, sedenta de mais um soundbyte do Mobutu Jardim... Mas, para além do folclore garantida habitual, houve alguns factos ou acontecimentos que o tornaram esquisito.

Vejamos:

- pudemos ver Jardim a partilhar uma inauguração com Mário Nogueira da FENPROF, tendo este, após o evento, procurado justificar-se com o mesmo à vontade com que o Sporting fala do joelho do Izmailov;

- constatámos um Presidente do Governo Regional a participar activamente, mais do que seria de supor e do que democraticamente seria exigível, na inauguração de uma sede, aparentemente, faustosa de um Sindicato;

- constatámos que o número de inaugurações diárias duplicou, de duas para quatro (pelo menos para já...);

- o Bloco de Esquerda também já distribui jantares e Brisa de Maracujá nos comícios (não seria melhor ter cem pessoas no comício e manter uma inestimável coerência e honestidade), para conseguir ter menos de quinhentas pessoas num comício madeirense;

- conseguimos perceber que o Governo Regional irá apresentar, publicamente, uma análise às contas do Governo Central para desmascarar as contas públicas nacionais e legitimar os seus desvios... What the fuck?! Ou, num registo bem português, já chegámos à Madeira ou quê?!;

- Jardim referiu, para sua defesa, que a sua governação gerou património para a Região... Foi estranho e atípico, pela primeira vez, concordar em absoluto com ele. Gerou um património incomensurável para Jaime Ramos, por exemplo... E para muitos outros madeirenses de renome...;

- analisar as fichas técnicas das sondagens na Madeira permite perceber que quase metade dos inquiridos não assumem uma opção numa sondagem imparcial, anónima e desinteressada... Lá calhou, num acaso do destino;

- Jardim vocifera que ninguém tira as obras à Madeira... Mas usa um critério bastante díspar em relação aos custos e encargos das mesmas;

- o PND vocifera que Jardim é um ditador, Jardim finta a forma como Cavaco questiona a sua governação, enquanto o Partido dos Animais defende que em Portugal os animais "são acorrentados e maltratados";

- comprovámos que pela duração da pré-campanha e da campanha eleitoral, ninguém está a governar a Madeira... Só pode ser assim, atendendo à apertada agenda eleitoral do Governo Regional, e ao número de elementos da comitiva do Mobutu Jardim que o acompanham na gincana de placas de bronze datadas de Setembro e Outubro de 2011 com o nome de Alberto João Jardim. Mas isto não é propriamente uma novidade do dia de hoje... É uma constante de há muitos anos na Pérola do Atlântico.

Amanhã há mais...

A simbologia das coisas...

Descobri hoje, quiçá tarde, que os protestos contra o desgoverno grego e contra as políticas vigentes de austeridade galopante* têm um símbolo, um ser que se tem distinguido pela perseverança e presença constante nas acções de protesto, num combate sem tréguas por um país, por uma sociedade mais justa e digna.

Convosco, Loukanikos. Não, não é um distinto líder político, anarquista ou de extrema-esquerda. É um simples rafeiro que, como comprovam as imagens, se tem mantido na linha da frente da contestação.






Ter um canito rafeiro na linha da frente da contestação, identificado por um país como um símbolo da mesma, dá que pensar e permite um conjunto de raciocínios bem engraçados... Mas é, concerteza, algo carregado de simbolismo.

Pela minha parte, e da mole humana que o aprecia no Facebook e na imprensa internacional, segue a proposta de Loukanikos para uma futura candidatura ao Governo Grego. Por um lado, dificilmente teria pior desempenho do que os actores políticos que têm frequentado os lugares de topo do país que, ironicamente, criou a Democracia e, por outro, seria bem mais capaz de mostrar os dentes aos senhores do FeMi (como diria Passos Coelho). De uma forma que eles nunca esqueceriam...

* Ou, vistas as coisas por um certo prisma, uma visão do futuro, a médio prazo, do nosso Portugal.

Um lindo, lindo filme...

Uma singela apresentação de um dos territórios da vida de psilipe, enquanto alquimista da mente e aprendiz de feiticeiro...

Empresa na hora, simplex e afins...

A realidade, o confronto com as evidências concretas e objectivas, tem o terrível condão de, por vezes, golear as ideias pré-concebidas e/ou construídas sem que nunca as coloquemos em causa. Simplesmente damos como adquirido aquilo que nos dizem, que nos dão como real, concreto e exequível.

No mundo da comunicação política, somos confrontados com um conjunto alargado de soundbytes e de slogans que, pela forma como são martelados estrategicamente, nos levam a construir uma determinada imagem do país, do seu funcionamento e do seu grau de evolução humana e tecnológica. Fomos bombardeados com frases, discursos e elaborações sobre a forma instantânea e "simplex" como qualquer empreendedor poderia abrir a sua empresa... Seria fácil e imediato fazê-lo através do mundo internáutico, num assomo nacional de modernidade e eficiência administrativa.

Tentem fazê-lo nos Açores, e depois conversamos... E perceberão, tal como eu, que o conceito de "empresa na hora" passa, basicamente, pelo conceito de ter de estar numa quantidade generosa de sítios a uma certa e determinada hora. Penso que aquilo que se pretendia, e que nos foi vendido como adquirido e como uma vitória política, não era bem isso... Certo?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Odeio chavões...

...principalmente nesta altura em que algumas frases feitas são repetidas de forma acrítica e sem grande processamento de informação. Mas, infelizmente, os últimos tempos da vida de psilipe têm demonstrado, de forma cabal, que há coisas que acontecem "só neste país". Vá, se calhar também acontecem na Grécia ou no Burundi.



PS: esta música, e o álbum onde surge (Ligação Directa), não são grande espingarda. Mas este senhor é o maior.

A propósito dos concursos públicos...

Aqueles que têm a sorte, ou o azar, de partilhar os tempos mais recentes da vida de psilipe têm tido noção das suas aventuras no mundo dos concursos públicos...

Existe uma música dos Mão Morta onde consta a seguinte frase "a frescura das maçãs matinais encerra segredos insondáveis" (ou algo do género); psilipe tem percebido que, tal como as maçãs matinais, os concursos públicos encerram, também, mistérios insondáveis, em que a incompetência de alguns, se cruza com o desespero de outros e com uma suposta inexpugnabilidade dos concursos ao "jeitinho" e ao tão famigerado factor "C", numa equação, aparentemente, irresolúvel.

E em que as vidas de tantos e tantas se mantêm num inexplicável estado de suspensão e em que, por outro lado, os próprios organismos, que carecem de recursos e de melhorias no seu funcionamento, ficam reféns do seu próprio funcionamento caótico.

domingo, 2 de outubro de 2011

Bebé Mariana: update Setembro '11 - II

Efeméride...

Na próxima Quarta-Feira fará seis anos que psilipe aterrou na Terceira, pela primeira vez, transportado por um avião chamado Amália Rodrigues... O que lhe está a dar muito, muito que pensar.

Sétima Legião

Uma (re)descoberta recente... Graças aos meus parcos recursos de pirata informático*, saquei a discografia completa dos Sétima Legião e tenho-a ouvido com gosto, enquanto conduzo e trabalho. Pronto, sou o único a fazê-lo com gosto, porque a avaliar pelas expressões das pessoas que partilham viagens de carro comigo poderão existir um conjunto alargado de visões dissonantes... Tenho aprendido a valorizar estes senhores que, há que reconhecê-lo, eram músicos de bastante qualidade que se encontravam bem à frente do seu tempo, bebendo influências de outras paragens (Joy Division, Eccho and the Bunnymen, por exemplo) e conseguindo criar uma sonoridade própria.

Deixo aqui quatro menos óbvias (uma vez que toda a gente os conhece por duas ou três canções mais vulgares - Sete Mares, Glória e Por Quem Não Esqueci), que permitem contactar com outras sonoridades destes senhores.

Destaco um álbum chamado "Sexto Sentido", penso que do final dos anos 90, que contém sons bem interessantes e alguns exercícios bem felizes de reinvenção de sonoridades populares portuguesas.






* O que equivale a dizer que foi a patroa que me ajudou a fazê-lo.

Bebé Mariana: update Setembro '11

sábado, 1 de outubro de 2011

Silly season: o saldo final!

No dia 14 de Maio iniciei, aqui no GV, uma análise da pré-época do Benfica, antevendo aquilo que seria a silly-season do clube. Nessa análise prontifiquei-me a enumerar todos os jogadores apontados, enunciados, dados como certos no plantel do clube, para a época que se avizinhava, tendo realizado um ponto de situação aqui.

Podia tê-lo feito com outros clubes, mas, tradicionalmente, e atendendo ao número de apaniguados benfiquistas que compram jornais desportivos, é com os factos, e não factos, que os veraneantes se entretêm enquanto não há campeonato, os políticos rumam em massa ao Algarve e o País esquece as suas dores com doses massivas de solinho na esplanada.

Iniciada a época, já vamos na sexta jornada, é possível fazer o balanço... E chegamos a um número bem interessante: 89 jogadores apontados ao Benfas, no espaço de, mais ou menos, quatro meses, dos quais, apenas, 16 fazem parte do plantel benfiquista.

Foi, de facto, uma bela silly-season... No entanto, se pensarmos num onze construído com "pseudo-reforços", era possível construir um belo dream-team. Ora vejam lá:


Courtois; 
Danilo; Dédé; Mangala; Taiwo;
Oriol Romeu; Quaresma; Drenthe; 
Salvio; 
Brian Ruiz; Leandro Damião

Para o ano há mais! Sim, porque para o ano continuarão a existir três jornais desportivos diários no nosso país.

Ócio...

Psilipe encontra-se a viver um fim-de-semana atípico. Está "solteiro" e sem descendentes por uns dias, uma vez que as jóias da sua vida foram recarregar baterias à melhor terra do mundo. Encontra-se em num período de possíveis mudanças profissionais, o que faz com que a opção trabalhar em casa (que o persegue, quase, desde sempre) se torne menos imediata. A ausência das meninas leva a que não haja necessidade de desempenhar tarefas que, nos últimos tempos, se têm tornado quotidianas.

Em resumo, Psilipe não tem grande coisa para fazer. E descobre que se desabituou do ócio, do desfrutar descomplexado e descomplicado do tempo livre... E odeia isso!

A fina ironia da realidade...

Leio nas notícias que o arquipélago da Madeira está em "alerta laranja"... Nunca nada fez tanto sentido. Antevejo que se prolongue até dia 9 de Outubro. E desejo que se prolongue para lá desse dia.