terça-feira, 24 de julho de 2012

Mariana: update Julho '12


As aventuras do menino Duarte Marques

Como no GV se entende a prontidão como um certo relativismo, determinado pelo grau de clarividência do escriba ao serão após os seus dias de proletário da nobre arte da alquimia da alma, volto, passado uma quantidade jeitosa de tempo, a um post que surgiu por aqui há uns tempos.

No mesmo, que foi denominado As explicações do menino Duarte Marques, abordava-se a forma como o emérito líder da JSD (cujo site, ao bom estilo norte-coreano, acentua tal querido estatuto) se esforçou por lavar a cara ao Miguel Relvas, após a polémica da sua licenciatura bolonheso-Farinha Amparo em Ciência Política, ou uma coisa qualquer parecida que exista na Lusófona. No mesmo, discorria-se sobre o desespero que marcava o partido de Sá Carneiro quando a figura que surge, naturalmente escolhida para fazer a defesa pública de Relvas é Duarte Marques.

Percorrer o currículo de Duarte Marques significa uma viagem instantânea, interminável e dolorosa à política nacional e ao pior que a mesma representa. A sucessão das expressões “assessor”, “coordenador”, “chefe de gabinete”, “presidente” ou “conselheiro” assusta e, com toda a certeza democrática, obriga-nos a fazer uma vénia à dimensão intelectual, técnica e profissional de alguém que, pelos vistos, nunca trabalhou em nada que não esteja ligado à política e ao partido, essa entidade transcendental e dogmática, qual estrela polar...

Duarte Marques é um jota, jotinha para os amigos, um boy para aqueles que apreciam estrangeirismos. Para mim é um menino que, pelo facto de o ser e de beneficiar de um tempo de antena proporcional ao seu potencial caciquista, se arroga do estatuto de arauto da juventude. Não o é. Nunca o será. A bolha em que reside, o ar climatizado a que se habituou impedem-no.

Ser jovem não é, definitivamente, ser Duarte Marques ou outros que tais.

 De Mação para Bruxelas, para a Assembleia da República, para o mundo, para um qualquer Conselho de Administração de uma qualquer empresa que influencie uma qualquer área fulcral da vida em sociedade deste país… convosco, Duarte Marques.

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Já não bastava as meias-finais do Euro...

Espanha ultrapassa Portugal nos juros da dívida pública. Malvados!

segunda-feira, 23 de julho de 2012


"Conheces a natureza e a origem do Amor e és o primeiro a reconhecer
que ele é o amor pelas coisas belas. Mas...e se nos perguntassem: «Por
que razão, Sócrates e Diotima, é Amor o amor pelas coisas belas?» Ou,
para falar com maior clareza: «Ao amar coisas belas, que amamos nós?»
-Respondi «o possuí-las».
-Essa resposta-disse ela-suscita outra pergunta, que é a que se segue:
«O que terá aquele que possui coisas belas?»
Respondi que, do pé para a mão, não lhe poderia responder a uma coisa daquelas.
-E se, por exemplo-disse ela-trocando o termo «belo» por «bom» te
perguntassem: «Vá lá Sócrates, ao amarmos as coisas boas , que amamos
nós?»
-O possuí-las-respondi.
-E o que alcança quem possui coisas boas?
-A resposta a essa pergunta-disse eu-já é mais fácil: a felicidade.
-É, com efeito-disse ela-, na posse das coisas boas que reside a felicidade..."

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Os sanatórios do Caramulo nos dias de hoje...

Entrada da Estância Sanatorial do Caramulo


Sanatório Monteiro de Carvalho




Sanatório do Sameiro


Sanatório Central





Sanatório Bela Vista



Grande Sanatório (Sanatório Jerónimo Lacerda, inicialmente conhecido por Grande Hotel do Caramulo)



Pavilhão de Cirurgia



Sanatório Salazar


Sanatório Pedras Soltas


Sanatório Lusitano


Sanatório da Serra



Sanatório Santa Maria



Casa de Saúde do Parque


Sanatório Infantil


Além destes, há a registar a existência dos seguintes sanatórios (segundo www.paulocoelho.pt):

- Sanatório da Boa Esperança, que penso estar convertido num lar para idosos;
- Sanatório Palma;
- Casa de Santo António;
- Casa de Saúde da Nossa Senhora da Conceição;
- Sanatório da Montanha, que penso ter sido demolido;
- Sanatório Senhora da Saúde;
- Enfermaria Abrigo.

Interessante é, igualmente, observar a casa onde António Oliveira Salazar, apaniguado do fundador da Estância Jerónimo de Lacerda (e cuja relação de amizade é descrita num dos últimos números da Sábado), residia quando se deslocava, com frequência, ao Caramulo.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Comparar o incomparável? Big mistake...

E lá voltamos a um assunto, infelizmente, recorrente. Face às provocações reles que vão sendo feitas por muitos adeptos do Guimarães em diversos espaços da blogosfera, e que em tempos idos chegaram ao GV, importa esclarecer algumas coisas...

Diria que entrar em comparações entre a Académica e o Guimarães é um raciocínio inútil, uma vez que há coisas que, por muito que se enviese a realidade e a realidade histórica, são incomparáveis.

Comparar a Académica com o Guimarães é comparar uma Instituição com um clube do jogo da bola.

É comparar uma senhora com um adolescente delinquente, borbulhento em plena crise de identidade.

É comparar a História de Portugal com histórias da carochinha.

É comparar valores fundamentais com uma simples quantificação do número de pessoas numa ou outra época.

É comparar a final da Taça de 1969 com a final da Taça de 2011 (em que assistimos à maior vergonha colectiva de um clube que já presenciei com a debandada e insultos ao próprio clube).

É comparar Manuel António, Artur Jorge, Vitor Campos, Maló ou Rocha com Makukula e N’Dinga.

É comparar uma vetusta Universidade com um incompetente Notário onde se aldrabam carimbos e documentos.

É comparar um País, e uma diáspora nacional, a uma cidade.

É comparar a Língua Portuguesa com um estranho dialecto.

É comparar a singularidade de quem é reconhecido pelos seus valores, significado e carácter único com alguém que se procura afirmar na oposição a tudo e a todos, qual adolescente em crise de identidade.

É comparar o sítio onde se nasce (que não se escolhe) ao sítio onde decidimos repousar eternamente (que se escolhe, por vezes, muito antes do leito da morte).

Tenho dito...

Sai um doutoramento em Estudos Africanos para Miguel Relvas!

Segundo o Público de hoje, Miguel Relvas iniciou uma visita de dois dias a Angola.

As explicações do menino Duarte Marques

Leio no Público de hoje que Duarte Marques, emérito líder da JSD, pediu explicações a Mariano Gago, antigo ministro de múltiplos governos socialistas.

Primeiro, importa que esclareça quais são as disciplinas em que pretende ter apoio pedagógico especializado, clarificando quais as áreas em que pretende obter as tais explicações.

Segundo, importa que, quanto mais não seja por uma questão de correcção e respeito, perguntar quais são os honorários de Mariano Gago e quais os horários mais convenientes ao senhor.

Terceiro, dou por mim a pensar que os exames da Universidade de Verão do PSD devem ser mesmo difíceis, ao ponto de uma entidade intelectual digna de liderar uma juventude partidária se ver aflito com as avaliações.

Quarto, e agora mais a sério, é assustador para o PSD que a figura escolhida para vir defender Miguel Relvas seja o típico jota, cuja ausência de currículo fala (ou neste caso, grita...) por si e que constitui um simples representante de uma classe política podre, plena dos chamados "políticos profissionais" que, no fundo e muito que lhes doa, são simples prostitutas do poder. Há casos em que a expressão boy faz mesmo sentido... E atenção, à laia de declaração de interesses, este artista é da minha idade. Mas...

domingo, 15 de julho de 2012

We'll allways have Paris...

















Um regresso a um lugar esquecido: Pavilhão de Cirurgia do Caramulo

Em Abril do ano passado, na última vez que houve férias de jeito por estes lados, contactei com a realidade e história da Estância Sanatorial do Caramulo, fundada em 1920, e que, durante mais de quatro décadas, ocupou um lugar de relevo no contexto do tratamento da tuberculose, bem como na realidade política e social do nosso país, constituindo-se como a maior estância sanatorial da Península Ibérica.

A decadência actual das mega-estruturas, alguns aspectos da história do Caramulo e das suas personagens e as teias intrincadas entre o Caramulo e a realidade sócio-política do Estado Novo mereceram, e têm merecido, muita atenção da minha parte. Para analisar os posts relativos a este tema bastará pesquisar com a palavra "caramulo" no canto superior esquerdo aqui do sítio.

O Pavilhão de Cirurgia já tinha sido abordado aqui, num post anterior. As fotos abaixo retratam uma segunda visita, onde foi possível entrar do edificio em ruínas, num estado semelhante à memória histórica do Caramulo, e da sua Estância Sanatorial.


Elevador principal.



Um utensílio para os doentes num dos quartos do primeiro andar.



Varanda do primeiro andar.




Corredor do primeiro andar.


Sala de Raio-X.








Pormenor do quadro eléctrico com referência ao monta-macas.



Sala de operações .


Porta para a zona da sala de operações.


Móvel na sala adjacente à sala de operações com pequenas gazes enroladas.


Pequena sala (cozinha/sala de esterilização?) nas traseiras da sala de operações.


Antecâmara da sala de operações com vidro que permitia observar os procedimentos cirúrgicos.


Sala de recobro com marquesa articulada.


Aparelho de microradriografia.



Cama de repouso no jardim.

Cama articulada num dos quartos.

 Pormenor de um dos quartos.


Botão de chamada do monta-macas.


Botão de chamada do elevador principal.


Pormenor da lateral do edifício. Tudo se vende.




Fachada principal.