domingo, 31 de março de 2013

Como é difícil dizer "ressuscitou"...

Paz nesta casa e a todos que nela habitam! Cristo ressuscitou... Aleluia, aleluia!

Boa Páscoa.


quinta-feira, 28 de março de 2013

Rocky Sócrates Balboa - II

Sócrates regressou numa entrevista/debate com o parolo título "O fim do silêncio".

Algumas ideias ideias sobre tal momento épico, o regresso de Rocky Sócrates Balboa.

1 - O sistema de ensino superior francês é miserável. Dois anos passaram e o homem está igual.

2 - Surge, como evidente, a tese de mestrado de José Sócrates. "A narrativa" ou, como observou Carlos Vaz Marques, "A narrativa do embuste".

3 - Pobres de nós quando a alternativa à esquerda é esta. "Qual é a pressa?" Imensa, digo eu...

4 - A frase da noite é: "Não fui eu... foram os outros meninos!"

5 - Os pulinhos excitados que alguma ala socialista deu (Meu Deus... o exército de soldados comentaristas no Facebook...) com esta entrevista, dotando José Sócrates de um carácter sebastianista que não merece ter, só demonstra o deserto de ideias que por lá existe. Se a auto-flagelação fosse um desporto... Se o oportunismo pagasse imposto...

quarta-feira, 27 de março de 2013

(Um verdadeiro) Inverno

Antigamente havia estações. Os ritmos, os rituais, o fluir do tempo era compassado pelo ciclo das estações do ano. Mudavam-se as roupas das gavetas para que a dita roupa de Inverno substituísse a de Verão, num esforço de antecipação à anunciada, datada chegada do tempo frio. Escondiam-se, no fundo de baús*, as leves indumentárias estivais e subiam à tona a lã das camisolas, a flanela dos lençóis e dos pijamas.  Buscava-se num qualquer armário a botija de água quente e os chinelos comprados na Serra da Estrela uns anos antes, recebidos numa qualquer Consoada passada. Emergia a perspectiva do conforto e do aconchego e sublimava-se a pequenez humana perante a aspereza dos elementos. Recordava-se, com saudade, aquele ano, em 1982, em que tinha nevado em Coimbra. Esperava-se, apesar de tudo, que voltasse a acontecer... Que a invernia colocasse a mais bela cidade, ainda mais bela. Nunca aconteceu. 

Na Terceira, desde o primeiro dia, ensinaram-me, num conhecido adágio açoriano, que, no mesmo, dia podemos reconhecer as quatro estações do ano. Ao terceiro dia, ou algo parecido, deixei de usar chapéu-de-chuva. Um primeiro sinal de assumpção de pequenez perante o rigor dos elementos. Algures em 2006 temi um furacão chamado Gordon, desejoso que ele aparecesse. Um primeiro sinal de arrogância perante os elementos. Algures em 2008, vi neve na Serra de Santa Bárbara. Em Maio de 2012, limpei a primeira inundação, de enxada na mão, com lama até aos joelhos. No Inverno de 2013, constato que todos os adágios populares têm os seus limites e que, afinal, existem dias em que só nos confrontamos com uma estação, em que o Inverno suplanta toda a sua concorrência. Como diz o F.S., a água jorra. A água destrói. A água aniquila. A água faz sofrer. A água devolve-nos ao nosso real significado, corrige a nossa arrogância, condena-nos à nossa (saudável) pequenez. 



* É impressão minha ou já só se usam baús no mundo das metáforas? Estante Billy killed the Baú Star?


sexta-feira, 22 de março de 2013

Há coisas que só acontecem aqui (na Terceira)... - II


E lá se chegou ao post número 1000...

Este blogue, repositório de disparates e ideias psilípticas, começou com a palavra "hiato", algures em Setembro de 2008. Chega às mil publicações quatro anos e meio depois. Muito mudou. Muito se viveu pelo caminho...


quarta-feira, 20 de março de 2013

As teias do relativismo

"teimoso" ou "perseverante".

É espectacular como as nossas características são vistas por outros, mesmo por aqueles que sempre nos elogiaram, de uma maneira tão diferente conforme o interesse casuístico. É, também, uma desilusão.

É espectacular como as pessoas confundem todos os papéis, e deixam de os confundir, consoante o mesmo propósito. É, também, uma desilusão.

O relativismo é fodido.

sexta-feira, 15 de março de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

Tempestades e bonanças...

Há palavras que entram no léxico quotidiano e que, num ápice, começam a surgir nas conversas, nas argumentações ou, simplesmente, nos floreados de quem procura legitimar-se pelo mero adorno do discurso. São usadas, até vulgarizadas, mesmo quando os seus utilizadores não compreendem o seu real significado e amplitude.

Uma dessas palavras é resiliência. Há uns anos, tal palavra era pronunciada em círculos muito restritos. Hoje, muito por influência da sua utilização no discurso psicológico, banalizou-se.

Ainda esta palavra não tinha sido inventada, já os açorianos lhe davam significado.

Quando ninguém a tinha alguma vez pronunciado, já os açorianos suplantavam os elementos, aceitando a sua magnitude, sem, contudo, se resignarem a ela.

As últimas horas demonstraram, mais uma vez, que a resiliência encontra outro significado nos homens e mulheres açorianos. Que encontra, porventura, o seu real significado neste povo ilhéu, ao qual muito me orgulha pertencer.

Amanhã é um novo dia. Até amanhã, Açores.

domingo, 10 de março de 2013

Sim... voltei a jogar golfe...

Ninguém ficou indiferente...*


* Principalmente, os senhores que fazem a manutenção do campo, dada a dimensão das autênticas crateras que lá deixei.

"A religião é o veículo da fé..."

Depois de ler isto e isto, diria que tal é capaz de ser bem complicado.

segunda-feira, 4 de março de 2013

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XVIII

Que o bom gosto não tem idade.

1 - Princesa (enquanto o seu pai deita o olho a um jogo em que a Académica perde com um certo clube do Norte do País): Pai, os pretos vão ganhar!

2 - Uma genial coreografia da Princesa enquanto se ouvia a música Honey White, dos Morphine, depois de jantar. "Gosto desta música!"

domingo, 3 de março de 2013

Uma viagem a nós

Gosto de músicas que me façam sentir emoções, mesmo quando me levam a uma viagem sem fim definido pelas seus meandros.

O último álbum do Nick Cave & The Bad Seeds tem esse efeito. Como seria de esperar, é um álbum muito bom. Denso, intenso e emocionante. A requerer muitas audições para o compreender na sua plenitude.

Aqui ficam alguns excertos de "Push The Sky Away".

Para os apreciadores, recomenda-se a audição do trabalho do Mestre, com o seu Bad Seed preferido do momento Warren Ellis, nas bandas sonoras, como "The Proposition". Um pouco a ver com alguns dos ambientes a explorar neste novo álbum...













Importa-se de repetir?


O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XVII

Que existe um prazo de validade apertado para a passividade com que lidamos com algumas respostas da Princesa.

psilipe (depois da Princesa regressar de uma festa de anos): O que é que gostaste mais na festa de anos do Samuel?

Princesa Mariana: De brincar na cama com o Arménio e com os outros meninos todos!

psilipe (em pensamento): ..............................................

sábado, 2 de março de 2013

A nova Triagem de Manchester by Marat Izmaylov

Depois das recentes declarações do médico do Sporting, impõe-se uma reformulação do sistema de triagem hospitalar de Manchester. Há que introduzir a pulseira cor-de-rosa com a designação "Izmaylov".