quinta-feira, 30 de maio de 2013

Morreu Daniel de Sá...

Morreu Daniel de Sá, escritor açoriano e um dos pais da literatura açoriana. Morreu um homem bom.

Um dia, depois de receber uma inusitada mensagem por e-mail dele, percebi que o Daniel de Sá tinha passado aqui pelo Geometrias Variáveis, a propósito de um post antigo sobre a mítica Fernanda Durão. Cordialmente, contactou-me pedindo autorização para me citar num artigo na comunicação social (no Diário Insular). Foi o início de algumas trocas de e-mails, num contacto que muito me fazia feliz.

E, assim, deu a este blogue, e ao psilipe, uma grande honraria. Talvez uma das melhores coisas que este blogue já lhe trouxe.



 Morreu um homem bom. Mas será que os homens bons, ainda para mais aqueles que deixam obra nas mesas de cabeceiras e estantes de tantos e tantas, morrem assim tão facilmente? Não. Claro que não.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pérolas encontradas na imprensa... - I

«Ao nível de balneário, deu para perceber ontem [domingo] pelas imagens que está sem rei nem rock, está completamente à deriva», realçou (in A Bola).

Concordo. Não é, propriamente, altura para ouvir música no SLB.

O comentário da Mariana à Final da Taça de ontem


video

terça-feira, 21 de maio de 2013

I am(sterdam)

O senhor Lou Reed, numa música chamada Modern Dance, diz-nos que se devia mudar para perto do grande canal de Amsterdão e passar as tardes no Van Gogh Museum... Prova que é um homem de bom gosto. Seria um felizardo se o fizesse.

domingo, 19 de maio de 2013

Viva Purtugale...

Segundo esta notícia do Público (aqui), Portugal corre o risco de reduzir o investimento público na Educação ao nível da Indonésia, com um total abaixo de 4% do PIB.

Enquanto país pára a pensar no término da Liga, esta notícia coloca-nos muito mal num campeonato bem mais importante. O do futuro.

Dir-me-ão, alguns, que não há dinheiro. Digo, eu, que, assim, não há futuro.

Boa noite, Purtugale.

Acabou, mesmo agora, o campeonato e...

... psilipe está bem contente.

Depois de uma época difícil, conturbada e com emoções fortes a sua Académica ficou num honroso décimo primeiro lugar.

Bem bom!

Para o ano, teremos a Briosa a participar numa espécie de "solteiros casados" de luxo, como aconteceu em Paços agora, e ser campeã, noventa minutos depois... Só pode!

sábado, 18 de maio de 2013

A problemática das leggings

É impressão minha ou há um conjunto alargado de senhoras para quem "leggings" (ou como se diz em Marianês "léguinus") quer dizer, em português, "deves sair à rua com uma peça de roupa a menos"?

sábado, 11 de maio de 2013

E como um simples golo muda tudo...

Era um dos jogos mais importantes do ano... uma derrota poderia deitar por terra o esforço de um ano inteiro, após uma época recheada de momentos importantes.

O jogo, quiçá o jogo do ano, começou mal, com uma desvantagem que, a confirmar-se, colocava tudo em questão, condenando adeptos por esse mundo fora à ansiedade, ao sofrimento, à antecipação do insucesso e da azia.

Na recta final do jogo tudo mudou. Um golo, um golo de coragem significou a tranquilidade, a alegria e o sentimento do dever cumprido!

Obrigado ao homem que permitiu isto! Obrigado ao avançado que permitiu que, por esse mundo fora, muitos e muitas experienciassem uma enorme alegria hoje.

Obrigado Edinho! A Académica, após um ano que iniciou com a conquista da Taça de Portugal, conseguiu a manutenção... A Académica engrandecerá o campeonato português mais um ano.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Stress traumático: ferida ou cicatriz?


Uma revisão de um texto escrito há uns tempos sobre o stress traumático...

Controlar, adivinhar, assegurar, prever… alguns dos verbos que, comummente, pululam no nosso discurso, numa tentativa de sublimação da influência que o factor incerteza, que o factor dúvida tem no nosso funcionamento e no nosso equilíbrio interior, face ao futuro e a tudo o que o mesmo pode acarretar. No entanto, e apesar dos esforços que possamos fazer para controlar tudo aquilo que nos acontece, num movimento para evitar o confronto com a dureza do impacto dos eventos imprevisíveis e ameaçadores, estamos (felizmente) condenados a situações, cenários, experiências que fogem ao nosso controlo e que não conseguimos, de todo, adivinhar ou prever.

Alguns estudos demonstram que, ao longo do seu percurso de vida, um indivíduo tem uma percentagem a rondar os setenta por cento de se confrontar com um acontecimento traumático. O mesmo será dizer que existe uma elevada probabilidade de se confrontar com um cenário, com uma circunstância de vida que colocará em questão os seus limites, a sua concepção de si mesmo e a sua visão do mundo, obrigando a um esforço de reorganização interior e de adaptação. Tal poderá acontecer quando o indivíduo se depara com diversas situações, sendo possíveis exemplos as situações em que se vê envolvido numa agressão grave, num acidente grave, numa catástrofe ou num processo de perda de pessoa significativa.

Se pensarmos na existência humana como um rio, podemos entender as circunstâncias traumáticas como um desvio no seu leito que provoca uma mudança no seu curso e na forma como flui. Esses desvios podem ser pequenas represas, diques de dimensão considerável ou autênticos aluimentos de terra que o fazem transbordar e que lhe alteram o rumo, fazendo, inclusivamente, que seja difícil distinguir o rio das margens que o delimitavam.

Na maioria das situações, as pessoas conseguem superar os acontecimentos traumáticos que vivenciaram, conseguindo reorganizar-se e prosseguir o seu caminho, restaurando o fluir das suas águas sem alteração de maior. No entanto, numa percentagem das situações, a dimensão do obstáculo traumático encontrado provoca alterações significativas no seu funcionamento, gerando elevados níveis de desconforto, sofrimento e de tensão emocional, condicionando a visão de futuro e podendo gerar perturbações psicopatológicas relevantes como, por exemplo, a Perturbação de Adaptação, a Perturbação Aguda de Stress ou a Perturbação de Stress Pós-Traumático. Adicionalmente, e em função das dificuldades que se verificam, é comum que se verifiquem fenómenos de co-morbilidade (existência ou advento de outras perturbações psicopatológicas, de forma concomitante), sendo de salientar a prevalência de outras perturbações de ansiedade (e.g. Perturbação de Ansiedade Generalizada, Fobia Social, Perturbação de Pânico,…), de Perturbações do Humor (e.g. Perturbação Depressiva Major) que deverão ser tidas em conta e, quando diagnosticadas, alvo de atenção clínica.






O objectivo não é concretizar o esquecimento do acontecimento traumático, como se não tiivesse acontecido, mas construir uma noção da localização temporal daquilo que foi vivenciado. O objectivo não é eliminar todo e qualquer vestígio do desafio emocional, todo e qualquer resquício da ferida traumática, mas permitir que se aceite a inevitável cicatriz, que nos marca, mas que não nos define. O objectivo é conseguir relembrar aquilo que aconteceu, sem a carga do sofrimento vivido. O objectivo é conseguir deixar de reviver, sem controlo, as circunstâncias traumáticas que atormentam. O objectivo é conseguir relembrar, sem, permanentemente, reviver.

A psicoterapia é uma via preferencial para a redução do impacto negativo, e invalidante, das perturbações traumáticas, ajudando ao processo de reorganização interior tão necessário, como difícil e desafiante, visando o crescimento pessoal pós-trauma e a superação dos desafios precipitados pelo mesmo. Neste contexto, os modelos de intervenção cognitivo-comportamental, praticados por psicólogos clínicos treinados para o efeito, têm demonstrado a sua validade e eficácia, conseguindo contribuir para a redução das dificuldades decorrentes do stress traumático e para a diminuição da invalidação que delas decorrem.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

E quando a mãe não está em casa, o jantar é...

... imaginação!



Três polvos numa ilha deserta de areia.



Três polvos numa ilha deserta de areia com o Sol ao fundo.



Três polvos numa ilha deserta de areia com o Sol ao fundo no meio de um mar cheio de peixinhos.


Isto mais uma sopinha e um copo de sumo de romã. Sim. A imaginação, sozinha, não enche a barriga de uma princesa no topo dos percentis...

quarta-feira, 1 de maio de 2013