quinta-feira, 14 de julho de 2016

Lugares esquecidos: Farol da Ponta dos Rosais, Ilha de São Jorge

O Farol da Ponta dos Rosais, localizado na Ilha de São Jorge, foi inaugurado no primeiro dia de Maio de 1958, sendo na altura considerado como o melhor e tecnologicamente mais avançado estrutura faroleira nacional, aspecto que me já me tinha sido confidenciado pela M.J., simpática colega que, em tempos, já residiu. O projecto inicial foi da autoria de João Lobo Fialho.

Este farol distinguia-se, igualmente, pela sua auto-suficiência de energia e água, dada a distância da povoação mais próxima (Rosais)

Em 1964 foi temporariamente abandonado pelos seus habitantes aquando da crise sísmica dos Rosais e da erupção submarina que então ocorreu nas suas proximidades. Passada a crise, permaneceu habitado até 1 de Janeiro de 1980, sendo então definitivamente evacuado na sequência dos desabamentos de falésias provocados pelo terramoto de 1980 que, igualmente, fustigou a Terceira (provocando danos irreparáveis no Farol da Serreta). Passou a funcionar automaticamente após aquela data, deixando de emitir os seus relâmpagos por intervenção directa do homem em 5 de Julho de 1982. Em substituição do possante farol, no cimo da torre foi instalado um pequeno farolim alimentado a energia solar.

Na primeira foto é possível ver o Farol, e instalações de apoio, em altura de funcionamento pleno. Nas restantes o estado actual que, no fundo, traduz o abandono a que foi votado, apesar de ser um Sítio de Interesse Comunitário, atestado em Directiva Europeia. E de, no fundo, encerrar em si uma parte importante do espólio faroleiro português e açoriano. 












Vista do caminho que conduz ao Farol dos Rosais.

 

Um farol abandonado devia ser algo proibido. O simbolismo especial e bonito do Farol não se compadece com o abandono, ainda que se compadeça com o rigor frio das folhas de excel, com o insensível teclar da calculadora ou com o arrastar das esferas do ábaco. Um farol é, sem dúvida, uma das construções mais bonitas, simbolicamente ricas que existem. A luz, a orientação que fornece, o feixe de vida que abre na escuridão colorido de esperança. Ainda assim, mesmo abandonado, um farol é sempre bonito. A esperança nunca poderá estar em ruínas. 

Fontes: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farol_da_Ponta_dos_Rosais; 
http://www.amn.pt/DF/Paginas/FaroldosRosais.aspx; 
http://atlanticofarois.blogspot.pt/2012/09/construcao-do-farol-dos-rosais.html; 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXIV

Que há semi-verdades, que não são totalmente mentiras, que podemos usar sem problema de consciência.

Que há oportunidades que têm que ser aproveitadas, tal como o Éder fez hoje.

Que educar bem uma criança para o caminho certo, quando a nossa Causa desceu de divisão, é muito difícil.

Mariana (ao telefone porque está nas primeiras férias com os avós) - Parabéns, papá. Portugal ganhou o jogo! Eu estive a ver!

Pai de Mariana (que possui um conflito de interesses com o Éder desde que este saíu da Académica* e, no momento da frase seguinte, corou interiormente de vergonha) - Sabias que o senhor que marcou o golo aprendeu a marcar golos na Académica?

Mariana - A sério, papá?!

Pai de Mariana - Sim! O golo foi aprendido na Académica.

Mariana - Boa, papá!

* Que está descrito para a posteridade neste blogue.